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Eu. Vítima dos teus erros, resultado das tuas promessas. Mesmo, tendo acontecido várias coisas que provaram suas barbaridades, eu ainda te guardo aqui, onde ninguém vai tirar. Pro fundo dos meus olhos, ao lado da minha memória, pra dentro do meu recatado coração. E dessa vez, não foi diferente, eu saí machucada juntando meus cacos. Andando por ai de olhos tapados, ninguém me entenderia. Com vontade de cair nos braços de qualquer um, beber a primeira garrafa de vodkca que me aparecer na frente. Eu sei que você sabe, mas vou dizer-te mesmo assim, eu te amo. De várias formas, e sem na em troca. Eu sou difícil de se me apaixonar, mas você foi a única excessão. E mesmo que eu tente fugir do tempo, mesmo que eu tente deixar ele pra trás, ele me persegue, procurei me refugiar nos teus braços, mas o tempo te levou embora. Embora de mim, mas não da minha memória, não de mim por completo. Eu não estou 100% curada de você, nem nunca vou ficar, por que o meu amor é infinito. É infinito até que o mundo acabe. Tudo passa, menos o amor. Tudo morre, mas o amor permanece ali, intacto, intocado. Eu costumo guardar pedacinhos de papel na caixinha que tem dentro do meu guarda-roupas, com frases dos meus cantores e autores preferidos, ou até colo eles na parede, algumas fases melosas e que me lembram você. Enfim, todos elas são interligadas com algo que aconteceu comigo, e com nós. Todas abrangem o que sinto, e todas elas, de certa forma tem sempre haver com você. Com o que você fez. Já melodia, não se encaixa, ela é doce demais. Por isso ultimamente tenho ouvido músicas mais violentas,não dançantes, mas violentas mesmo. A melodia ouço ultimamente me lembra o seu jeitinho agressivo de ser, a forma violenta como tu olhavas pra mim.Ou simplesmente você. As mais calminhas me lembram de mim mesma, me lembram eu tomando toda aquela dose exagerada de você. Me lembram a velocidade do tempo em que eu me tornei só um papel rasgado em dois. Ninguém me entenderia, mas é assim que eu me sinto. O papel amassado esquecido, que tá jogado lá no canto do quarto. Um papel que não tem nada escrito, um papel sem importância. Eu não assino mais o que escrevo como tua pequena ou tua amada, eu assino no final com o meu nome, só pra você não me confundir outra pequena sua. E se quiser me encontrar, pode demorar um pouquinho, eu ando por ai sem rumo, com o coração mais borrado que a minha maquiagem escura. Mas com a maquiagem não mais escura do que o meu peito, magoado mais mesmo assim a amando, sem rancor, e sem ódio por aquele que assim o fez. — Izadora, (reclinar-se)
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